Perceber uma curvatura diferente no pênis costuma gerar preocupação imediata. Muitos homens sentem medo, vergonha ou até evitam procurar ajuda por acharem que “isso deve ser normal” ou que não existe tratamento.
Mas, em alguns casos, essa alteração pode estar relacionada à doença de Peyronie, uma condição relativamente comum na urologia e que pode impactar não apenas a vida sexual, mas também autoestima, confiança e qualidade de vida.
O mais importante é entender que o problema tem avaliação médica e, em muitos casos, existem possibilidades de tratamento.

O que é a Doença de Peyronie?
A Doença de Peyronie é uma condição urológica caracterizada pelo desenvolvimento de placas de tecido fibroso (cicatrizes) na túnica albugínea, a camada que reveste os corpos cavernosos do pênis. Essas placas podem causar uma curvatura anormal do pênis durante a ereção, além de dor e, em alguns casos, encurtamento ou afinamento do órgão. É uma condição que afeta a saúde urológica masculina e pode ter um impacto significativo na qualidade de vida.
Causas e Fatores de Risco
As causas exatas da Doença de Peyronie ainda não são totalmente compreendidas, mas acredita-se que microtraumas repetitivos no pênis durante a atividade sexual sejam um fator importante. Esses pequenos ferimentos podem levar à formação das placas fibrosas. Além disso, há evidências de que fatores genéticos e certas condições médicas, como diabetes e hipertensão, podem aumentar o risco. Em minha prática clínica aqui em Atibaia, é comum os pacientes me perguntarem sobre a relação com o envelhecimento, e sim, a incidência tende a ser maior em homens mais velhos.
Sintomas e Fases da Doença de Peyronie
A doença geralmente se manifesta em duas fases distintas:
Fase Aguda (Inflamatória)
Nesta fase inicial, que pode durar de 6 a 18 meses, os sintomas mais comuns incluem dor durante a ereção e o surgimento gradual da curvatura peniana. O paciente pode notar a presença de nódulos palpáveis sob a pele do pênis. É um período de inflamação ativa onde as placas estão se formando.
Fase Crônica (Estabilizada)
Após a fase aguda, a dor geralmente diminui ou desaparece, e a curvatura peniana se estabiliza. No entanto, a curvatura e os nódulos permanecem, podendo causar dificuldades na relação sexual e impactar a autoestima. Outros sintomas podem incluir disfunção erétil e encurtamento do pênis.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico da Doença de Peyronie é feito através da história clínica do paciente e exame físico. Em alguns casos, pode ser solicitada uma ultrassonografia peniana para avaliar as placas e a curvatura.
Opções de Tratamento
O tratamento da Doença de Peyronie varia de acordo com a fase da doença, a gravidade dos sintomas e o impacto na vida do paciente. É fundamental que a abordagem seja individualizada e ética, focando na melhora da qualidade de vida sem promessas de cura milagrosa.
- Tratamentos Conservadores: Na fase aguda, podem ser utilizados medicamentos orais para aliviar a dor e tentar retardar a progressão da curvatura.
- Injeções Intralesionais: A aplicação de medicamentos diretamente nas placas, como a colagenase (Xiaflex) ou verapamil, pode ajudar a quebrar o tecido fibroso e reduzir a curvatura em casos selecionados. Este é um tratamento que exige acompanhamento rigoroso.
- Tratamento Cirúrgico: Para pacientes na fase crônica com curvatura significativa que impede a relação sexual, a cirurgia pode ser a melhor opção. As técnicas incluem a plicatura (correção da curvatura através de suturas) ou o enxerto (remoção da placa e substituição por tecido saudável). Em casos de disfunção erétil grave associada, a implantação de prótese peniana pode ser considerada.
A Importância do Acompanhamento Urológico
É crucial que homens com suspeita ou diagnóstico de Doença de Peyronie procurem um especialista. Acompanhamento regular com um urologista garante que o tratamento seja ajustado conforme a evolução da doença e as necessidades do paciente, sempre com foco na preservação da função sexual e na melhoria da qualidade de vida.
Saúde sexual também faz parte da qualidade de vida
Muitos homens convivem em silêncio com sintomas da doença de Peyronie por vergonha ou insegurança. Mas saúde sexual não deve ser tratada como tabu. Alterações na ereção, curvatura ou função sexual impactam diretamente autoestima, relacionamentos e bem-estar.
A Doença de Peyronie é uma condição que, embora desafiadora, possui diversas opções de tratamento. O mais importante é não ignorar os sintomas e buscar ajuda profissional. Em minha experiência, a comunicação aberta entre médico e paciente é fundamental para definir o melhor caminho. Lembre-se, cuidar da sua saúde urológica é um investimento na sua qualidade de vida.
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Sou o Dr. Rodrigo Arrivabeno, urologista com atuação em cirurgia minimamente invasiva (robótica e laparoscopia), uro-oncologia, endourologia (cálculos renais e próstata) e saúde sexual e hormonal no homem.
Atendo em consultório particular em Atibaia (SP) e também por telemedicina.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A Doença de Peyronie tem cura?
Em alguns casos, especialmente na fase inicial, a doença pode regredir espontaneamente ou com tratamentos conservadores. No entanto, em muitos casos, o objetivo é estabilizar a curvatura e melhorar a função sexual, não necessariamente uma “cura” completa no sentido de reversão total da fibrose.
2. A Doença de Peyronie pode causar impotência?
Sim, a Doença de Peyronie pode estar associada à disfunção erétil, tanto pela dor e curvatura que dificultam a ereção quanto por possíveis danos aos corpos cavernosos. O tratamento adequado pode ajudar a gerenciar essa condição. Leia
3. Todo caso de Doença de Peyronie precisa de cirurgia?
Não. A cirurgia é geralmente reservada para casos na fase crônica, onde a curvatura é severa e impede a relação sexual, e após a falha de tratamentos menos invasivos. Muitos pacientes podem ser tratados com sucesso sem a necessidade de intervenção cirúrgica.